Mostrando postagens com marcador tristeza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tristeza. Mostrar todas as postagens
22 de junho de 2011
Máscaras.
Que deixem as máscaras caírem, e seus rostos deformados pelo sofrimento se mostrarem. Que deixem de fingir, nem que seja por um segundo. Que façam o que querem e não o que os é imposto. Que respirem o ar puro, e não esse cheiro forte de podridão que as máscaras em seu estado de putrefação exalam o tempo todo. Deixem que elas caiam, que cubram o chão e sirvam de adubo para que a vida se fortaleça , por que acreditem, a vida está sucumbindo.
Marcadores:
palavras soltas,
reflexão,
tristeza
10 de junho de 2011
16 a idade perdida.
Verônica, 16 anos, trancada no banheiro com um cigarro acesso na boca, uma garrafa de bebida barata do lado e uma lâmina afiada sendo forçada cada vez mais fundo sobre sua pele branca.
Ela estava entorpecida, se lembrava de um ano atrás quando seus sorrisos ocupavam grande parte do seu dia, e suas preocupações eram banais. Se lembrava de quando nem mesmo sabia o que era "se cortar ", e de quando entrava em longas discussões sobre o quão ruim era fumar, ou quando via garotas de 16 anos bebendo e se drogando. Quantas vezes não as condenou ? Ela pensava que se casaria virgem, que jamais colocaria um cigarro na boca, e que só beberia depois dos 18 anos. Drogas ? Jamais isso se quer passou pela cabeça dela.
Mas tudo havia mudado agora. Ela não comia, fumava, bebia, se drogava o dia todo. Tentava ocupar ao máximo sua vida vazia, mas nada surtia efeito por muito tempo. Ela estava ferrada, e sabia que não adiantaria correr disso.
E ali ela ficou, com os únicos amigos que a restou.
Acabou por dormir no chão do banheiro, que há algum tempo é o lugar ao qual chama de lar.
1 de março de 2011
Amedrontada.
Tenho medo devo confessar. Medo de perder a unica coisa que foi a mim atribuida, a minha unica maneira de gritar meus medos e segredos. Minhas mãos se posicionam firmes, segurando fragilmente a caneta diante do papel em branco, e pela primeira vez, desde que aprendi o alfabeto, faltaram-me palavras. Eu não tenho nenhum talento especial, na verdade nem talento tenho, mas as palavras tinham um carinho especial por mim, assim como eu tinha por elas, e nós mantinhamos essa relação bonita, que agora me parece tão extinta. Já me peguei chorando a noite de tão amedrontada então me apego a vicios que me acalmam, cigarros, bebidas ... .Não posso perder minha amiga, minha companheira de horas dificeis e arco-iris. Mas creio que por enquanto, só me resta temer e esperar até que o tempo decida o meu destino.
Marcadores:
drama,
Minha vida,
tristeza
27 de fevereiro de 2011
Inspiração.
O sangue corre quente por minhas veias, minhas mãos digitão e apagam freneticamente ideias falhas, meus olhos fitão o monitor buscando uma forma de trazer de volta todas aquelas palavras que antes eram tão facilmente expressas. Falhamente.
Toda a minha inspiração morreu. As palavras sempre foram minha saida, meu modo de escapar de gritar de viver, e agora ela se foram, toda e completamente. Como aquela brisa fresca que te tras um frescor puro e lhe da aquela ilusória senssassão de frescor e liberdade e depois lhe deixa, esperando por sua volta, em vão.
Fico me perguntando onde esta minha inspiração ? minha imaginação ? Minha capacidade de me livrar do fardo do mundo real onde foi parar ? Eu quero de um modo gritante meu refúgio de volta para mim. Quero poder sentir algo que não seja o vazio e a incapacidade, outra vez.
Toda a minha inspiração morreu. As palavras sempre foram minha saida, meu modo de escapar de gritar de viver, e agora ela se foram, toda e completamente. Como aquela brisa fresca que te tras um frescor puro e lhe da aquela ilusória senssassão de frescor e liberdade e depois lhe deixa, esperando por sua volta, em vão.
Fico me perguntando onde esta minha inspiração ? minha imaginação ? Minha capacidade de me livrar do fardo do mundo real onde foi parar ? Eu quero de um modo gritante meu refúgio de volta para mim. Quero poder sentir algo que não seja o vazio e a incapacidade, outra vez.
16 de janeiro de 2011
Acordei atordoada, uma neblina densa cobria-me o corpo. Levei a mão a , estava molhado, olhei o líquido, era sangue, meu sangue.
Levantei-me com dificuldade, estava em uma floresta. Ao meu lado havia uma pá e um buraco.
Pequenos lapsos de memória vinham a minha cabeça. Eu estava deitada com Marcos, meu namorado, a gente havia acabado de chegar a uma cidade pequena, havíamos fugido. Ele dizia que me amava, mas eu não via emoções em seus olhos.
- Eu quero voltar.- Eu disse.
- Você não pode.
- Por que ?
- Roubei seus pais, roubei tudo. Eles nos prenderão se voltarmos.
- não acredito que fez isso. Vais devolver tudo.
- Eu preciso do dinheiro. Nós precisamos.
- Não. São meus pais.
Ele sacou uma arma. Um barulho estridente machucou-me os ouvidos. Um tiro havia atingido minha cabeça.
Meio zonza, olho mais uma vez ao redor. Ando para frente e sem querer piso em espinhos, mas não sinto nada. Peguei alguns espinhos e forcei sobre minha pele. Não sentia nada. Meu sangue havia parado de fluir do meu ferimento na cabeça. Desesperada corri , até que atravessei uma árvore e percebi.
Eu estou morta. Fui assassinada pela unica pessoa que eu já amei, por causa de pedaços coloridos de papéis.
Levantei-me com dificuldade, estava em uma floresta. Ao meu lado havia uma pá e um buraco.
Pequenos lapsos de memória vinham a minha cabeça. Eu estava deitada com Marcos, meu namorado, a gente havia acabado de chegar a uma cidade pequena, havíamos fugido. Ele dizia que me amava, mas eu não via emoções em seus olhos.
- Eu quero voltar.- Eu disse.
- Você não pode.
- Por que ?
- Roubei seus pais, roubei tudo. Eles nos prenderão se voltarmos.
- não acredito que fez isso. Vais devolver tudo.
- Eu preciso do dinheiro. Nós precisamos.
- Não. São meus pais.
Ele sacou uma arma. Um barulho estridente machucou-me os ouvidos. Um tiro havia atingido minha cabeça.
Meio zonza, olho mais uma vez ao redor. Ando para frente e sem querer piso em espinhos, mas não sinto nada. Peguei alguns espinhos e forcei sobre minha pele. Não sentia nada. Meu sangue havia parado de fluir do meu ferimento na cabeça. Desesperada corri , até que atravessei uma árvore e percebi.
Eu estou morta. Fui assassinada pela unica pessoa que eu já amei, por causa de pedaços coloridos de papéis.
24 de abril de 2010
miserable , again
O tédio mortal me consome -outra vez - por que a alegria tem sempre que ir embora, ela ilude , nos da esperanças de sorrir para sempre, a felicidade é traiçoeira sempre te derruba nos piores momentos, te abandona. Não suporto mais, a felicidade corromper-me , e quando estou feliz e vulnerável, ela se vai, deixando comigo só minha antiga amiga, deixando comigo a tristeza e a dor de não sorrir.
- extremamente infeliz, outra vez
- extremamente infeliz, outra vez
Assinar:
Postagens (Atom)

