24 de junho de 2011
Queer as folk
Hoje eu assisti ao ultimo episódio de Queer as folk, e apesar de o melhor episódio de todos e o que eu mais me emocionei foi o antepenúltimo, eu fiquei praticamente paralisada com o ultimo, não somente pelo que acontece mas por saber que era o fim. Por um bom tempo eu vivi queer as folk, era a minha realidade, essa serie realmente mudou minha vida, não como os livros que eu leio e tiro lições, foi além disso, um outro universo. E quando acabou, parte do que eu estava vivendo também acabou. Ela costuma preencher o vazio que eu sentia quase sempre.
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22 de junho de 2011
Máscaras.
Que deixem as máscaras caírem, e seus rostos deformados pelo sofrimento se mostrarem. Que deixem de fingir, nem que seja por um segundo. Que façam o que querem e não o que os é imposto. Que respirem o ar puro, e não esse cheiro forte de podridão que as máscaras em seu estado de putrefação exalam o tempo todo. Deixem que elas caiam, que cubram o chão e sirvam de adubo para que a vida se fortaleça , por que acreditem, a vida está sucumbindo.
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20 de junho de 2011
Amo quando você está deitada na cama, e sorri e esfrega as mãos lentamente ao redor dos olhos enquanto me vê e sussurra "bom dia querida ", eu não posso fazer outra coisa a não ser sorrir de volta.
O café quente espera por você no copo ao lado da cama, mas não creio que ele estará ainda quente quando for beber, provavelmente o tempo que vamos gastar nos aquecendo em baixo das cobertas, entre carinhos e sorrisos, vai ser o mesmo tempo que ele gastará para se resfriar.
E assim vamos vivendo esse amor, que esquenta nossos corpos e esfria nossos cafés.
O café quente espera por você no copo ao lado da cama, mas não creio que ele estará ainda quente quando for beber, provavelmente o tempo que vamos gastar nos aquecendo em baixo das cobertas, entre carinhos e sorrisos, vai ser o mesmo tempo que ele gastará para se resfriar.
E assim vamos vivendo esse amor, que esquenta nossos corpos e esfria nossos cafés.
10 de junho de 2011
16 a idade perdida.
Verônica, 16 anos, trancada no banheiro com um cigarro acesso na boca, uma garrafa de bebida barata do lado e uma lâmina afiada sendo forçada cada vez mais fundo sobre sua pele branca.
Ela estava entorpecida, se lembrava de um ano atrás quando seus sorrisos ocupavam grande parte do seu dia, e suas preocupações eram banais. Se lembrava de quando nem mesmo sabia o que era "se cortar ", e de quando entrava em longas discussões sobre o quão ruim era fumar, ou quando via garotas de 16 anos bebendo e se drogando. Quantas vezes não as condenou ? Ela pensava que se casaria virgem, que jamais colocaria um cigarro na boca, e que só beberia depois dos 18 anos. Drogas ? Jamais isso se quer passou pela cabeça dela.
Mas tudo havia mudado agora. Ela não comia, fumava, bebia, se drogava o dia todo. Tentava ocupar ao máximo sua vida vazia, mas nada surtia efeito por muito tempo. Ela estava ferrada, e sabia que não adiantaria correr disso.
E ali ela ficou, com os únicos amigos que a restou.
Acabou por dormir no chão do banheiro, que há algum tempo é o lugar ao qual chama de lar.
Mudanças...
É impressionante como as coisas podem mudar tão rápido. Você pode estar se sentindo a pessoa mais feliz do mundo e cinco minutos depois estar mais ferrado que tudo. A mudança esta presente em tudo e nós estamos submetidos a ela, eu sei. Mas isso não quer dizer que eu aceite isso bem.
Mudanças nunca me agradaram muito. Mudanças em designes de sites de relacionamento, mudanças de casa, de humor de amigos de vida. Dizem que um segundo é pouco, mas a vida de alguém pode mudar em um segundo. Toda uma história pode sumir, todo um passado se apagar, milhões de corações se partirem, milhões de crianças nascerem. Mudanças...
Eu definitivamente não gosto delas.
Mudanças nunca me agradaram muito. Mudanças em designes de sites de relacionamento, mudanças de casa, de humor de amigos de vida. Dizem que um segundo é pouco, mas a vida de alguém pode mudar em um segundo. Toda uma história pode sumir, todo um passado se apagar, milhões de corações se partirem, milhões de crianças nascerem. Mudanças...
Eu definitivamente não gosto delas.
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8 de junho de 2011
distantes mas próximos.
Sua mãe a sacudiu levemente.
" Filha, está tudo bem ? "
"Sim mamãe " ela respondeu ainda sonolenta. " Por que me acordou ? "
"Estava falando aquele nome outra vez, e gritava, achei que fosse um pesadelo "
" Eu não me lembro de nenhum pesadelo, estou com sono, vou voltar a dormir. Boa noite mãe. "
Ela mentiu. Se lembrava com clareza do que havia sonhado, ela estava com ele, andando pela rua, ele a segurava em seus braços e ela podia claramente ouvir a música "Talking to the moon". Ele sorria, e ela não podia conter o sorriso também. Só os dois. Como ela sempre sonhava, mas esse era o problema, o único momento em que eles estavam realmente juntos era em seus sonhos, que acabavam por terminar mal, e ela gritava.
Todos os dias eles conversavam horas e horas pela internet, mas nunca parecia ser o bastante. Ela ia dormir 2 as vezes até 4 da manha mesmo tendo que acordar as 6 para ir ao colégio, mas ela não ligava para o quanto dormiria, ou se ficaria cansada. Falar com ele a fazia sentir especial, amada. Ele realmente a amava. Amava faze-la rir, mesmo que pra isso tivesse de engolir sua dor.
Era um amor verdadeiro e extremamente forte. Mas era um amor que doía mais que o corte de mil facas afiadas. Um amor separado por milhas e milhas. Um país de distancia.
Mas nem mesmo essa cruel peça do acaso os faria parar, ou amar menos um ao outro. Eles estavam distantes fisicamente, mas suas almas estavam entrelaçadas desde o primeiro EU TE AMO.
" Filha, está tudo bem ? "
"Sim mamãe " ela respondeu ainda sonolenta. " Por que me acordou ? "
"Estava falando aquele nome outra vez, e gritava, achei que fosse um pesadelo "
" Eu não me lembro de nenhum pesadelo, estou com sono, vou voltar a dormir. Boa noite mãe. "
Ela mentiu. Se lembrava com clareza do que havia sonhado, ela estava com ele, andando pela rua, ele a segurava em seus braços e ela podia claramente ouvir a música "Talking to the moon". Ele sorria, e ela não podia conter o sorriso também. Só os dois. Como ela sempre sonhava, mas esse era o problema, o único momento em que eles estavam realmente juntos era em seus sonhos, que acabavam por terminar mal, e ela gritava.
Todos os dias eles conversavam horas e horas pela internet, mas nunca parecia ser o bastante. Ela ia dormir 2 as vezes até 4 da manha mesmo tendo que acordar as 6 para ir ao colégio, mas ela não ligava para o quanto dormiria, ou se ficaria cansada. Falar com ele a fazia sentir especial, amada. Ele realmente a amava. Amava faze-la rir, mesmo que pra isso tivesse de engolir sua dor.
Era um amor verdadeiro e extremamente forte. Mas era um amor que doía mais que o corte de mil facas afiadas. Um amor separado por milhas e milhas. Um país de distancia.
Mas nem mesmo essa cruel peça do acaso os faria parar, ou amar menos um ao outro. Eles estavam distantes fisicamente, mas suas almas estavam entrelaçadas desde o primeiro EU TE AMO.
27 de abril de 2011
Vazio.
Ela não usava pulseiras , marcas de cortes e queimaduras enfeitavam seus braços.
Ela não aguentava mais as brigas em casa, nem o cigarro que antes a entorpecia fazia mais efeito. Ela não sentia nada, então, na tentativa de voltar a sentir, se agarrava a lâmina que havia retirado de um " gilette" , e a forçava contra sua pele, cada dia mais fundo. Os gritos que antes soltava nas brigas, sumiram. As unicas coisas que saiam do seu corpo eram sangue e lágrimas.
Ela fazia de tudo para fugir do vazio que a ia comendo lentamente, mas a dor era a unica coisa que surtia efeito. Mais alguns cortes, ia para o banheiro, se lavava e lá chorava. Chorava tanto que chegava a um ponto que ela nem se quer percebia as lágrimas lhe caindo do olho, se misturando com a água que lhe limpava o corpo vazio, só as percebia, quando seu gosto salgado chegava-lhe a boca.
Mas poucas pessoas sabiam disso. Poucas pessoas realmente a conhecia.
"Uma vez que o vazio faz parte de você, ele jamais te deixa por completo."
Ela não aguentava mais as brigas em casa, nem o cigarro que antes a entorpecia fazia mais efeito. Ela não sentia nada, então, na tentativa de voltar a sentir, se agarrava a lâmina que havia retirado de um " gilette" , e a forçava contra sua pele, cada dia mais fundo. Os gritos que antes soltava nas brigas, sumiram. As unicas coisas que saiam do seu corpo eram sangue e lágrimas.
Ela fazia de tudo para fugir do vazio que a ia comendo lentamente, mas a dor era a unica coisa que surtia efeito. Mais alguns cortes, ia para o banheiro, se lavava e lá chorava. Chorava tanto que chegava a um ponto que ela nem se quer percebia as lágrimas lhe caindo do olho, se misturando com a água que lhe limpava o corpo vazio, só as percebia, quando seu gosto salgado chegava-lhe a boca.
Ela não comia mais como antes. Começou tirando o jantar, e depois o lanche, agora só tomava café da manha e almoçava, pouca coisa.
A questão era, ela se maltratava, tinha amor a vida dos outros mas nenhum a sua própria. Queria morrer, queria tanto morrer que lhe doia quando um carro passava e ela não estava possicionada a sua frente.
Por fora, ela era a menina que ria com os amigos das coisas mais idiotas do mundo, a menina do cabelo estranho e uma blusa de frio que não lhe saia do corpo (para cobrir suas marcas). só. Mas por dentro, ela tinha muitos piercings e tatuagens, ela tinha uma casa onde morava com os amigos.
Ela não era nada além de esperanças dilaceradas, de sonhos destruidos, ela era pura e simplesmente VAZIA.
E quando o vazio a consumiu, ela não tinha mais pelo que suportar aquilo que chamam de vida. Então pela primeira vez, ela fez algo por ela. Atirou-se na frente de um carro, que vinha tão rápido que atirou seu frágil e vazio corpo, do outro lado da avenida. E quando recolheram seus restos mortais, curiosamente seu rosto estava intacto, e viram nela algo que a muito lhe era desconhecido. Um sorriso."Uma vez que o vazio faz parte de você, ele jamais te deixa por completo."
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